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Raiva silvestre
ocorrência | sintomas | transmissão | epidemiologia
controle da raiva em animais silvestres | importância
bibliografia

 

      Os mamíferos silvestres têm sido responsáveis pela transmissão da raiva aos seres humanos.
      O comércio de animais silvestres da fauna brasileira é ilegal, sendo crime inafiançável (Lei Ordinária de Crimes Ambientais nº 9.605, de 12/02/1998).


Ocorrência

      No Brasil, a raiva tem sido diagnosticada em mamíferos silvestres, como os animais da Ordem Chiroptera (morcegos hematófagos e não hematófagos); da Ordem Carnívora, as famílias Canidae (cachorro do mato e raposa), Procyonidae (mão pelada = guaxinim, coati), Mustelidae (furão) e Felidae (felinos); da Ordem Masurpialia (gambás); da Ordem Primata, os primatas não humanos das famílias Callithricidae (sagüis) e Cebidae (bugio, macaco-prego, macaco aranha).

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Sintomas

      A sintomatologia clínica em raposas, gambás e mão pelada, infectados experimentalmente, é similar à dos cães, a maioria apresentando a raiva furiosa.

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Transmissão

      A transmissão da raiva silvestre ocorre pela mordedura de um animal infectado - que elimina o vírus rábico pela saliva - em outro animal, incluindo o homem. Quando os animais silvestres estão raivosos, aproximam-se dos povoados e podem agredir o homem e animais domésticos.

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Epidemiologia

      A raiva silvestre se mantém na natureza de forma similar à raiva urbana. Dentro de um determinado ecossistema, uma ou duas espécies de mamíferos se encarregam de perpetuar o vírus rábico.
      As epizootias e enzootias dependem sobretudo da dinâmica da população. Quando a densidade populacional é alta, a raiva adquire proporções epizoóticas e um grande número de animais pode morrer. Quando a densidade é baixa, a raiva pode se apresentar de forma enzoótica, ou, com o tempo, desaparece. Quando ocorre uma nova geração de suscetíveis, ocorrem novos focos epizoóticos.

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Controle da raiva em animais silvestres

      O controle da raiva entre as espécies silvestres é difícil.
      Vacinação de mamíferos silvestres de vida livre ou redução da população seletiva pode ser útil em algumas situações, mas o sucesso de tais procedimentos depende das circunstâncias ao redor de cada surto de raiva.
      A eficácia da vacinação contra raiva nas espécies silvestres não está bem estabelecida no Brasil e não existem vacinas licenciadas para estes animais. Zoológicos e instituições de pesquisa podem estabelecer programas de vacinação que visem a proteger animais de valor. As pessoas que lidam com esses animais devem estar imunizadas contra a raiva.

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Importância

      A pessoa mordida por qualquer mamífero silvestre deverá imediatamente procurar os serviços de saúde e relatar o incidente ao médico, que avaliará a necessidade de tratamento anti-rábico, pois os animais silvestres podem estar infectadas pelo vírus da raiva.
      As pessoas devem ser informadas a NÃO manusear animais silvestres ou desconhecidos, mesmo se eles parecerem dóceis, nem manusear animais mortos ou feridos. Não alimentar esses animais. Nunca adotar animais silvestres ou levá-los para sua casa. Não tente cuidar dos animais silvestres doentes.
      Limite-se a apenas observar animais silvestres, de longe.
      Muitos mamíferos silvestres que são atropelados nas estradas podem estar doentes (raiva). Relate os atropelamentos na estrada para o serviço de controle animal local ou escritório de saúde de pública ou ao IBAMA. Se você atropelar um animal na estrada, não tente aproximar-se dele.
      Pequenos roedores (esquilos, ratos, camundongos, hamsters, cobaias e gerbils) e lagomorfos (coelhos e lebres) não são importantes na transmissão da raiva. As pessoas agredidas por mordeduras devem, entretanto, procurar os serviços de saúde.

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Bibliografia

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FOWLER, M.E. Zoo & wild animal medicine. 2nd ed., W.B. Saunders Company, Philadelphia, 1986.

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www.cdc.gov/ncidod/dvrd/rabies/Links/Links.htm

KAPLAN, C.; TURNER, G.S.; WARRELL, D.A. Rabies: the facts. 2nd ed., Oxford University Press, 1986, 126 p.

KOTAIT, I.; ROMIJN, P.C.; MORAIS, N.B. Raiva - Mesa Redonda IX Encontro Nacional de Virologia, São Lourenço, Minas Gerais, Brasil, novembro de 1998.

SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE. Centro de Vigilância Epidemiológica Profº Alexandre Vranjac. Raiva: manual de normas técnicas - profilaxia da raiva em humanos. 2ª ed. São Paulo, 1996.

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