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também:
Morcegos.
Quem são
afinal estas
estranhas
criaturas?
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Raiva
dos herbívoros
sintomas
da raiva em herbívoros | vacinação
controle da população de morcegos hematófagos
atendimento de focos
A
raiva dos herbívoros é responsável por enormes prejuízos
econômicos diretos. Na América Latina, o prejuízo é da ordem de 30 milhões
de dólares/ano, sendo que no Brasil este valor se aproxima de 15
milhões de dólares, com a morte de cerca de 40.000 cabeças
bovinas. Os prejuízos indiretos, no Brasil, estão calculados
em 22,5 milhões de dólares.
Ressalta-se que esta situação
ocorre na América Latina em função da presença
do morcego hematófago Desmodus rotundus apenas na faixa
compreendida entre o México e a região central da Argentina,
sendo esta espécie de quiróptero a mais importante na transmissão
na raiva dos herbívoros. Com a colonização européia
no continente americano e a introdução dos animais domésticos,
principalmente bovinos e eqüinos, além das alterações ambientais
consequentes, foram proporcionadas condições ideais para
a proliferação do Desmodus rotundus.
Foi um surto ocorrido na Ilha de Santa
Catarina que estabeleceu a definitiva relação entre a mordedura
pelo morcego hematófago e a ocorrência da raiva bovina e
eqüina.
Carini, em 1911, observou corpúsculos
de inclusão de Negri em cérebro de bovinos mordidos por
morcegos hematófagos, animais esses que haviam morrido com sintomatologia nervosa.
Sintomas
da raiva em herbívoros
O
período de incubação é variável, porém
o mais comum é entre 25 e 90 dias. Depende da susceptibilidade
do animal, do estado imunitário, da idade, do local da mordedura
e da quantidade de vírus inoculado.
Sintomas
em bovinos
A forma mais freqüente em bovinos
é a paralítica. Os sintomas iniciais são: isolamento
do animal, tristeza, hiperexcitabilidade. A seguir, surgem sintomas que
sugerem engasgo, hipersalivação, tremores musculares, paralisia
dos membros posteriores, os animais caem e apresentam movimentos de pedalagem; a morte ocorre
entre 3 e 5 dias do início dos sintomas.
Sintomas
em eqüideos
Prurido intenso no local de penetração
do vírus, intranqüilidade, apetite depravado, retroversão
patológica dos lábios, andar cambaleante e incoordenação
motora. De uma forma geral, os sintomas paralíticos e o período
de duração da doença são bastante semelhantes
aos descritos para os bovinos.
Para o adequado controle da raiva
dos herbívoros, três medidas devem ser adotadas sistematicamente:
vacinação, controle populacional do morcego hematófago
e atendimento de foco.
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Vacinação
O vírus da raiva é um
vírus que possui RNA, pertencente à família Rhabdoviridae,
gênero Lyssavirus. Os membros desta família possuem
natureza protéica complexa, o que os torna bons indutores de imunidade,
quando comparados a outros vírus. Isto significa que, em condições
de campo, os animais vacinados apresentam bom nível de anticorpos
e imunidade duradora.
O animal deve estar hígido, no momento
da vacinação, para que outros processos metabólicos
e patológicos não interfiram na resposta imunológica.
Os cuidados de vacinação devem ser adequados quanto à
via de aplicação, dose, tipo de vacina e, principalmente,
conservação do produto, tanto no momento da vacinação
como desde a sua produção.
Os principais tipos de vacina utilizados
atualmente no Brasil são: viva atenuada e inativada.
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Controle
da população de morcegos hematófagos
As
condições de meio ambiente existentes no Brasil vêm
favorecendo o aumento da população de morcegos hematófagos.
Considerando a circulação do vírus da raiva entre
as populações de quirópteros (ciclo aéreo
da raiva), e a importância do morcego hematófago na epidemiologia
desta doença nos herbívoros, medidas criteriosas e efetivas
de controle devem ser seguidas.
Atualmente, a medida oficial de controle
adotada baseia-se no uso da pasta vampiricida (à base de substâncias
anticoagulantes), seja nos morcegos hematófagos ou nas mordeduras
nos animais agredidos.
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Atendimento de focos
Quando
da comunicação de um caso suspeito de raiva em herbívoros,
deve ser feita uma visita à propriedade e entrevistas com as pessoas ali residentes e/ou presentes,
para que se conheçam pormenores da ocorrência
da raiva. Deve ser feita também a avaliação da sintomatologia
dos animais suspeitos e exames clínicos de todos os animais do
rebanho que estejam apresentando sintomas. A colheita
de material para exame laboratorial também é indispensável.
Somente exame laboratorial pode confirmar ou descartar o diagnóstico
clínico.
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